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    Split Payment: novo sistema da Reforma Tributária pode movimentar até 170 vezes mais que o Pix

    Ferramenta prevista na Reforma Tributária promete automatizar o recolhimento de impostos no momento da compra
    Redação - FlipMixPor Redação - FlipMix10 de julho de 202604 minutos de leitura
    Split Payment pode transformar a forma como empresas e consumidores realizam pagamentos no Brasil. Foto: Internet
     
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    Um vídeo que vem circulando nas redes sociais reacendeu o debate sobre um dos principais mecanismos previstos na Reforma Tributária: o Split Payment. No conteúdo, é destacado que o novo sistema poderá movimentar um volume financeiro estimado em até 170 vezes superior ao do Pix, chamando a atenção de empresários, especialistas e usuários das redes sociais.

    Mas, afinal, o que é o Split Payment e por que ele está sendo apontado como uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro?

    O que é o Split Payment?

    O Split Payment, ou “pagamento dividido”, é um modelo de arrecadação em que os impostos são separados automaticamente no momento em que uma compra é paga.

    Na prática, quando um consumidor realiza uma transação, o valor correspondente aos tributos não passa primeiro pela conta da empresa. Em vez disso, essa quantia é direcionada automaticamente ao governo, enquanto o comerciante recebe apenas o valor líquido da venda.

    O objetivo é tornar a arrecadação mais eficiente, reduzir a inadimplência tributária e combater fraudes fiscais.

    Como funcionará na prática?

    Imagine uma compra de R$ 100.

    Com o novo sistema, o pagamento poderá ser dividido automaticamente entre duas partes:

    • o valor da mercadoria ou serviço será creditado ao vendedor;
    • os impostos incidentes sobre a operação serão enviados diretamente ao governo.

    Esse processo deverá ocorrer de forma integrada aos meios de pagamento eletrônicos, praticamente sem interferência do consumidor.

    Por que o sistema pode superar o Pix?

    No vídeo, é citado que o Split Payment poderá movimentar um volume até 170 vezes maior que o Pix.

    Isso ocorre porque o sistema não será um novo meio de pagamento, mas sim um mecanismo de liquidação tributária integrado a praticamente todas as transações comerciais sujeitas aos novos tributos da Reforma Tributária.

    Ou seja, sempre que houver uma venda enquadrada no novo modelo, o sistema poderá atuar automaticamente para separar o imposto devido.

    Benefícios esperados

    Entre os principais objetivos do Split Payment estão:

    • reduzir a sonegação de impostos;
    • aumentar a eficiência da arrecadação;
    • diminuir fraudes fiscais;
    • reduzir a necessidade de cobranças futuras por parte do governo;
    • simplificar parte das obrigações tributárias das empresas.

    Especialistas também apontam que o modelo pode aumentar a segurança jurídica na arrecadação, já que o imposto é recolhido no momento da operação.

    Empresas acompanham mudanças

    A implementação do Split Payment deverá exigir adaptações em sistemas financeiros, meios de pagamento, softwares de gestão e plataformas de e-commerce.

    Empresas de tecnologia, bancos, fintechs e operadoras de pagamento já acompanham o desenvolvimento do novo modelo, que deverá ser implantado de forma gradual conforme a regulamentação da Reforma Tributária avance.

    Consumidor sentirá diferença?

    Para a maior parte dos consumidores, a expectativa é que a experiência de compra permaneça praticamente a mesma.

    A principal mudança acontece nos bastidores da operação financeira, afetando principalmente a forma como os impostos são recolhidos entre empresas, instituições financeiras e o governo.

    Reforma Tributária entra em nova fase

    O Split Payment é considerado um dos pilares tecnológicos da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional.

    Embora ainda dependa de regulamentações e etapas de implementação, o sistema é visto como uma ferramenta capaz de modernizar a arrecadação de impostos no Brasil e reduzir problemas históricos relacionados à evasão fiscal.

    Ao mesmo tempo, sua adoção gera debates entre especialistas, empresários e representantes do setor produtivo, que acompanham de perto os impactos operacionais e financeiros da mudança.

    Com a regulamentação avançando, o Split Payment deve se tornar um dos temas mais importantes da transformação digital do sistema tributário brasileiro nos próximos anos.

    A implementação ocorrerá de forma gradual:
    Primeira fase (2027): Será facultativo e restrito a transações entre empresas (B2B).
    Fases seguintes: Tornará-se obrigatório para transações B2B e, posteriormente, será expandido para vendas ao consumidor final (B2C) conforme a maturidade do mercado e dos meios de pagamento.

    Split Payment
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