Enquanto Lady Gaga brilha nos palcos e nas telas de cinema, seu noivo, o empresário Michael Polansky, está movimentando o bilionário mercado do Vale do Silício com uma proposta inusitada. Ele é o CEO e cofundador da Cultured Supply, uma startup de biotecnologia que utiliza restos de tecido humano descartados em cirurgias plásticas para otimizar o desenvolvimento de produtos cosméticos.
Inovação e aporte milionário
A empresa liderada por Polansky não passou despercebida pelos investidores. Recentemente, a startup captou cerca de US$ 23 milhões (aproximadamente R$ 125 milhões) em rodadas de investimento. O capital deve ser utilizado para expandir a rede de coleta e refinar os processos laboratoriais que transformam o que seria lixo hospitalar em uma ferramenta científica valiosa.
O modelo de negócio da Cultured Supply foca na chamada “biofabricação”. A startup estabelece parcerias com clínicas de estética e hospitais para coletar tecidos — como excesso de pele resultante de abdominoplastias e outros procedimentos — que normalmente seriam incinerados. No laboratório, essas amostras são processadas para extrair células e componentes biológicos que servem de base para testes de eficácia de cremes, séruns e tratamentos dermatológicos.

FOTO: Reprodução das redes sociais.
Por que usar tecido humano real?
A grande vantagem dessa abordagem, segundo especialistas do setor, é a precisão. Tradicionalmente, a indústria da beleza utiliza modelos sintéticos ou testes em animais (embora estes venham sendo banidos mundialmente). No entanto, nada substitui a reação da pele humana real. Ao testar ativos em tecidos autênticos, as marcas de cosméticos conseguem prever com muito mais exatidão como um produto vai performar em consumidores reais, reduzindo riscos de alergias e aumentando a eficácia prometida no rótulo.
Além do fator científico, existe um componente ético e de sustentabilidade. Ao reaproveitar resíduos biológicos de cirurgias, a startup de Polansky promove uma economia circular dentro da medicina e da estética, dando uma finalidade nobre a materiais que seriam apenas descartados.
O relacionamento com Lady Gaga
Michael Polansky e Lady Gaga estão juntos desde o final de 2019. O casal se conheceu em uma festa de aniversário organizada por Sean Parker, cofundador do Napster e ex-presidente do Facebook, em sua mansão em Los Angeles. Polansky, inclusive, é um executivo de longa data do Parker Group, gerenciando os investimentos e as iniciativas filantrópicas de Parker, incluindo o Instituto de Imunoterapia contra o Câncer.
Diferente de relacionamentos anteriores da cantora, Polansky mantém um perfil extremamente discreto e voltado aos negócios. Ele é formado em Matemática Aplicada e Ciência da Computação pela prestigiada Universidade de Harvard. Apesar de evitar os holofotes, ele é presença constante ao lado de Gaga em eventos de gala e premiações.
Noivado e futuro
O noivado do casal foi confirmado publicamente durante as Olimpíadas de Paris, em 2024, quando Gaga apresentou Polansky como seu “noivo” ao primeiro-ministro francês Gabriel Attal. Fontes próximas ao casal afirmam que a conexão entre os dois é fortalecida pela admiração mútua: enquanto ela revoluciona a cultura pop, ele busca soluções tecnológicas que podem mudar a forma como interagimos com a saúde e a beleza.
- Michael Polansky é formado em Harvard.
- A Cultured Supply utiliza resíduos de cirurgias plásticas.
- O investimento total na startup já atinge a marca de US$ 23 milhões.
- O casal se conheceu através de Sean Parker.
Com o avanço da biotecnologia e o apoio de grandes investidores, a startup de Polansky se posiciona como um dos nomes para ficar de olho nos próximos anos, unindo o glamour de Hollywood à ciência rigorosa do Vale do Silício.
